Sintomas de ansiedade noturna: como identificar e tratar para dormir (e viver) melhor?

Sintomas de ansiedade noturna: como identificar e tratar para dormir (e viver) melhor?

Você deita na cama, mas os pensamentos não param? Ou, além de demorar a dormir, custa achar uma posição cômoda na cama? Sem falar nas palpitações e falta de ar… Você pode sofrer de uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo: a ansiedade noturna.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), há pelo menos 300 milhões de pessoas ansiosas em todo o mundo. Desse total, 18,6 milhões são de brasileiros e brasileiras, o que corresponde a 9,3% da população. Com isso, somos líderes dessa estatística. Ocorre que é muito difícil encontrar alguém que tenha transtorno de ansiedade e durma bem.

Dito de outra maneira, a maioria das pessoas que sofre de ansiedade apresenta, também, sinais clássicos de ansiedade noturna. Vamos entender melhor o que é a condição, seus sintomas e principalmente como tratá-la para melhorar suas noites.

O que é a ansiedade noturna?

De modo geral, a ansiedade noturna é um fenômeno muitas vezes associado à insônia. E isso se dá principalmente porque o acúmulo de preocupações e medos tornam mais difícil se desconectar. Consequentemente, isso impede que a pessoa descanse. Mas, por que os sintomas se intensificam à noite?

Porque, neste horário, há menos estímulos e distrações que durante o dia. Ou seja, a pessoa acaba direcionando seu foco aos problemas e fobias. O pior é que a preocupação em não conseguir dormir alimenta ainda mais a ansiedade, criando um ciclo vicioso que prejudica o descanso e a disposição para o dia seguinte.

A ansiedade noturna afeta qualquer faixa etária e frequentemente se associa a transtornos como:

- ansiedade generalizada

- síndrome do pânico

depressão

- transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)

- fobias específicas

Entretanto, vale saber que, mesmo pessoas que não sofrem de qualquer destas condições podem enfrentar episódios.

Há diferentes tipos de ansiedade noturna

A ansiedade noturna pode ser dividida em três tipos, cada um com características distintas:

- Ansiedade noturna inicial: dificuldade em iniciar o sono, deixando a pessoa tensa e com sintomas como palpitações. Pode resultar em uma noite inteira de insônia, agitação na cama e luta contra pensamentos invasivos.

- Ansiedade noturna intermediária: a pessoa consegue adormecer, mas acorda frequentemente, lutando para voltar a dormir. Esses despertares normalmente se dão por problemas emocionais, conflitos ou condições de saúde.

- Ansiedade noturna terminal: ocorre quando a pessoa acorda muito cedo, preocupada com as obrigações do dia, o que leva ao esgotamento diurno devido à falta de sono reparador.

Principais sintomas da ansiedade noturna

A insônia, isto é, a dificuldade para pegar no sono ou permanecer dormindo não é o único sinal do problema. Além disso, os sintomas também variam de pessoa para pessoa, pois dependem do contexto e mesmo intensidade da condição. Mas, no geral, quem tem ansiedade noturna costuma apresentar:

- Preocupações excessivas: pensamentos constantes sobre trabalho, relacionamentos e outras preocupações.

- Pesadelos recorrentes: sonhos vívidos e angustiantes que perturbam o sono.

- Sensação de falta de ar: sufocamento ou dificuldade para respirar.

- Aumento dos batimentos cardíacos: palpitações e taquicardia.

- Inquietação: dificuldade em encontrar uma posição confortável na cama.

Pensamentos obsessivos: padrões repetitivos de pensamentos negativos.

- Tensão muscular: rigidez nos ombros, pescoço e mandíbula.

- Solidão: sensação de isolamento, especialmente durante a madrugada.

- Fadiga e exaustão durante o dia: cansaço constante devido à falta de sono reparador.

Além disso, quem sofre de ansiedade noturna também pode apresentar apneia, náuseas e necessidade de ficar com os olhos abertos. Ou, ainda, há pessoas que buscam algum tipo de alívio imediato, como comer de madrugada ou até uso de drogas (lícitas e ilícitas).

O que causa a ansiedade noturna?

Como já comentamos, o transtorno de ansiedade generalizada é um fator comum para quem sofre, também, de ansiedade noturna. No entanto, outros motivos também podem desencadeá-la, por exemplo:

- Estresse: problemas diários que mantêm o cérebro ativo à noite.

- Falta de rotina de sono: irregularidade nos horários de dormir e acordar.

- Preocupações diárias: dificuldade em desligar dos problemas do dia.

- Depressão: condição que frequentemente interfere no sono.

- Outros transtornos mentais: síndrome de pânico, TEPT, entre outros.

Tem tratamento?

Antes de tudo, é importante frisar que muita gente demora a identificar o problema, justamente pela variedade de rotinas e contextos. Entretanto, diante dos sintomas acima, mesmo que nem apresente todos, é fundamental buscar orientação médica. Por meio da avaliação do quadro e exames específicos, é possível diagnosticar a ansiedade noturna.

E aí, sim, é possível tratar e trazer mais qualidade de vida. Esse tratamento, claro, vai depender da intensidade e mesmo características do quadro. Logo, pode envolver:

1. Exercícios físicos

A prática regular de atividades físicas reduz os níveis de ansiedade e melhora o sono. Por isso, escolha uma atividade que você goste e mantenha a regularidade.

2. Rotina de sono

Estabeleça horários fixos para dormir e acordar, por mais difícil que seja. Ademais, criar um ambiente relaxante antes de dormir, como ler um livro ou tomar um chá, também pode ajudar.

3. Psicoterapia

A terapia é essencial para entender as causas da ansiedade e aprender a gerenciar os sintomas. Neste sentido, algumas técnicas, como de terapia cognitivo-comportamental (TCC), são especialmente eficazes.

4. Medicamentos e tratamentos naturais

Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos prescritos por um psiquiatra. Ao mesmo tempo, a prescrição de tratamentos naturais como fitoterapia e óleos essenciais, mas sempre com orientação profissional.

5. Meditação

Assim como para a TAG, as práticas de meditação e mindfulness são particularmente úteis no tratamento da ansiedade noturna. Sobretudo porque ajudam a acalmar a mente, reduzir o estresse e melhorar a qualidade do sono.

Além disso, os exercícios de respiração, ioga e outras técnicas de relaxamento também são efetivas, pois ajudam a pessoa a preparar seu corpo e mente para o sono.

Se identificou com os sintomas?

E você, se identifica com os sintomas de ansiedade noturna que apresentamos aqui? Então, não ignore o problema! Agende seu atendimento com um psiquiatra em Taguatinga e receba todas as orientações para voltar a dormir melhor.

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